Notes on the slush pile / Observações sobre os originais enviados às editoras

Those are very basic and brief notes on the most common mistakes on submissions (the slush pile):

. To ignore the rules of submission established by the literary agency or publisher will most certainly have a deadly effect on your submission. For instance, if they say: Font 12, double space, you obviously shouldn’t send your manuscript single-spaced in font 10. But some people, for some strange reason, do.

. Entire first page is one single block of paragraph, so is 90% of second page. Unless you’re Proust or there’s an exceptional stylistic reason for this or you are a genious, it will put the reader of your manuscript instantly off.

. On the first page there’s about 10 short paragraphs and 99% of them start with the name of the main character. Again, if you think you’re genious and can get away with it…

. I’ve seen submission without any formatting whatsoever, a font smaller than 10, no synopsis and no title! If you forget to even include the title of your story in your submission you’re in serious trouble.

. The synopsis is a list of characters rather then a brief account of the story.

. The manuscript is actually a book the size of a bible, when the agency’s website asks for 3 chapters only.

. 1st page is filled with dialogue without any indication of who’s speaking or anything else, only the dialogue lines. A dangerous thing to do.

. Don’t make your manuscript difficult to read. Paragraphs should be clearly marked, instead of being simple line breaks with no space either before or after the previous paragraph.

I’ve read some submissions whilst doing internship or temp work on two literary agencies and those mistakes are very common. They are simple things to adjust and might increase your chances of being read by the agency’s reader.

As a reader during the internship, my attention would be captured by the first paragraph of the first page – and, actually, the first line of the story. Of course I would read more than that but a great opening would make me read the rest of it with a better disposition.

In this particular agency, perhaps it’s the same in others, the quality of the writing was more important than the idea itself. A good idea cannot survive bad writing but good writing will stand out despite the not so strong idea. Agencies are looking for long term relationships with writers not with people with good ideas but poor skills to develop them. Therefore, improving your writing  skills will always give you a better advantage than simply focusing on developing story.

I say that because this is one of my weaknesses – I concentrate too much on the story, the idea, and not on the text itself.  I used to spend so much time developing the plot, building the world and doing research that when I actually started writing I thought this was all I needed to make the story work. Big mistake. You do need a good story but you need a good text more. Now I am much more conscious of the weaknesses in my writing, and I do a lot more re-writes, until I achieve what I think is the best text I can offer.

*

Eis algumas observações básicas e breves sobre alguns dos erros mais recorrentes em originais enviados a editoras ou agências literárias:

. Ignorar as regras para envio de originais da agência ou editora vai certamente ter um efeito letal na suas chances de ser lido(a). Por exemplo, se elas dizem: Fonte 12, espaço duplo, você obviamente não deveria enviar seu original em espaço simples e fonte 10. Alguns escritores, por algum estranho motivo, enviam. 

. A primeira página do original é um bloco de texto com um único parágrafo. 90% da segunda página também. A menos que você seja Proust ou tenha alguma razão estilística excepcional ou seja um gênio literário, vai desanimar profundamente o leitor do seu original.

. A primeira página contém mais ou menos 10 parágrafos curtos e 99% deles começam com o nome do personagem principal.

. Vi originais sem qualquer formatação, com fontes menores do que 10, sem sinopse e sem título! Se você esquecer de incluir o título no seu original está com sérios problemas.

. A sinopse é uma lista de personagem e não um resumo da estória.

. O original enviado, na verdade, é um livro do tamanho de uma bíblia em vez de apenas os 3 primeiros capítulos, conforme as instruções da agência ou editora. Se a editora diz X capítulos ou X páginas, não mande mais do que isso pois não será lido.

. A primeira página contém apenas diálogo sem qualquer indicação de quem está falando ou qualquer outra coisa, apenas as linhas. É uma coisa muito perigosa de se fazer.

.  Não torne o original dificil de ler. Parágrafos devem estar claramente marcados, em vez de simples quebras de linhas com nenhum espaço antes ou depois do parágrafo anterior.

Li alguns originais enquanto fiz estágio ou trabalho temporário em duas agências literárias aqui em Londres e estes erros são muito comuns. São coisas simples de ajustar e podem aumentar (mas de forma alguma garantem) suas chances de ser lido(a) pelo analista da agência ou editora.

Como analista (leitora destes originais), durante o estágio, minha atenção era capturada – ou não – logo no primeiro parágrafo, na primeira página – e , às vezes, na primeira fraze da estória. Claro que eu lia mais do que isso mas uma abertura bem escrita me fazia ler o resto do original com muito mais disposição.

Nesta agência em particular, onde fiz o estágio, a qualidade do texto era mais importante do que a idéia propriamente dita.  Uma boa idéia não sobrevive a escrita ruim, mas um bom texto vai sobressair mesmo que a idéia não seja boa ou bem resolvida. Agências literárias e editoras procuram escritores com quem possam estabelecer relacionamentos duradouros e não pessoas com boas idéias e pouca capacidade para traduzi-las em texto. Portanto, melhorar a qualidade do seu texto vai sempre lhe dar mais vantagem do que simplesmente focar no desenvolvimento da estória.

Digo isso porque essa é uma das minhas fraquezas – eu me concentro muito na estória, na idéia, e não no texto. Costumava gastar tanto tempo desenvolvendo a trama, construindo o mundo, e pesquisando que quando eu começava a escrever eu acreditava que tinha nas mãos tudo o que precisava. Um grande erro. Você precisa de uma boa estória mas precisa mais de um bom texto. Hoje sou muito mais consciente das fraquezas da minha escrita e re-escrevo muito mais até que consiga atingir o que acredito seja o melhor texto que posso oferecer.

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